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A ESCOLA
NESTOR CAPOEIRA

Em 1965 no Rio de Janeiro, aos 18 de idade, conheci Demerval Lopes de Lacerda, o Mestre Leopoldina, e me tornei seu aluno.
Em 1968, Leo foi para SP e, através do Fernando Gato – um dos fundadores do Grupo Senzala -, fui para a Senzala. Fiquei como aluno do Wandencolque Preguiça – ex-aluno e formado de Mestre Bimba -, e contramestre do Gato nas aulas que ele dava na Arquitetura da UFRJ. Esta capoeiristas eram, todos, jovens da minha idade.
Em 1969 recebi a corda-vermelha – a graduação máxima da Senzala -, meus padrinhos foram o Gato, Gil Velho, e o saudoso Mosquito. Fiquei na Senzala por mais de 20 anos.
Em 1992, aos 46 de idade, resolvi sair da Senzala.
O Grupo tinha crescido imensamente e eram necessárias novas regras. Vi que não ia me adaptar e saí, mas sem criar nenhum problema ou inimizade com meus amigos de muitos anos.

Foi também em 1992 que comecei a dar aulas diariamente, das 19 as 22hs., no Planetário da Gávea (RJ).
Como é normal no começo de qualquer trabalho, eu tinha poucos alunos. Não pensei em dar qualquer nome ao meu trabalho, tampouco pensei em graduação ou uniforme. Eu já me aproximava dos 50 de idade, já tinha 27 anos de Capoeira, e tinha morado e ensinado no estrangeiro por 7 anos: estava maduro para viver o Jogo da minha maneira.

Mas, vários anos depois, quando meus alunos começaram a rodar as rodas e as academias, ou viajar para outras cidades onde também havia Capoeira, acontecia de perguntarem: “Quem é teu mestre?”, “Qual é o teu Grupo?”,
“Qual é a tua graduação?”.
Eles respondiam: “Nestor Capoeira, mas o grupo não tem nome, nem graduação”.
A rapaziada me conhecia. Tudo bem. Mas o grupo não ter nome, uniforme ou graduação era muito estranho.
Aí criamos o nome “Escola Nestor Capoeira” e adotamos a graduação que eu mais conhecia: a do Grupo Senzala.
A diferença é que, quem não quisesse correr atrás da graduação, não precisava ter graduação nenhuma. Quem não quisesse usar uniforme, não precisava usá-lo.
Em 2002, saímos do Planetário da Gávea e nos mudamos para o Galpão das Artes Urbanas, que é do outro lado da rua em frente ao Planetário.
  
Desde 1992, nestes últimos 25 anos desde que comecei a “Escola Nestor Capoeira”, alguns capoeiristas se desenvolveram bastante:
MESTRE, corda-vermelha: Jorge Itapuã Beiramar, e Wagner Lagartixa (que tinha sido aluno do Mestre Peixinho, da Senzala, durante muitos anos).
CONTRAMESTRE, corda-marrom: Eduardo Montanha,
Pedro Bruno Chacal, Raphael Logam Bonezinho, 
Davi Mico Preto, Rafael Barba e Henrique Azul.
PROFESSOR, corda-roxa: Hugo Amendoim e Roberto Coelho.
FORMADO, corda-verde: Felipe Bom Incenso e 
Thiago Jamaica.
GRADUADO, corda-azul: Antonio Coringa.

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